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O cinema experimental é uma dobra na superfície sempre móvel da criação cinematográfica. Dobra que atualiza as estratégias estéticas da realização daquele que é o seu principal desejo: o de criar novos mundos. Em tempos de conjuntura política desoladora, o Festival DOBRA volta a reafirmar e a apresentar uma programação que traz ao Rio de Janeiro obras fílmicas e expandidas que interrogam, inventam, aprofundam e realizam novas possibilidades para o fazer cinema. Na sua terceira edição, o festival Dobra abre pela primeira vez uma convocatória de filmes, e convida artistas do mundo inteiro a enviar obras realizadas nos últimos dois anos. O resultado desse diálogo mais direto entre a equipe do DOBRA, tendo a valiosa presença de Rita Piffer, e a comunidade internacional do cinema experimental, foi o recebimento de mais de 700 filmes inscritos, provenientes dos mais longínquos e dos mais próximos pontos do planeta. Um amplo e luminoso panorama da produção experimental contemporânea é um dos destaques da programação que o Festival DOBRA oferece à cidade maravilhosa. Além disso, aproveitamos esses últimos dias de inverno para estreitar os laços da Guanabara com a comunidade experimental dos cones da América, de norte a sul. Trazemos uma programa do LABORATORIO DE CINE FAC do Uruguai e do laboratório de artistas MONO NO AWARE de Nova York. E, acreditem, esse ano também é tempo de celebrar. Em 2017 a mais antiga animação do cinema brasileiro comemora 100 anos e para honrar o centenário, o Festival DOBRA se colocou o desafio de pesquisar o que foi a aventura experimental no cinema de animação feito no Brasil. O resultado dessa provocação foi o programa Feitiçarias, Químicas e Bytes: Janelas da Animação Experimental no Brasil, um panorama histórico da animação experimental brasileira, realizado em parceria com os curadores Lucas Murari e Luiz Garcia. E para brindar a arte que nunca deixa de se reinventar e saudar um futuro que conhece a luz do seu passado, o Festival DOBRA tem o prazer de homenagear o grande pioneiro da animação experimental brasileira, o feiticeiro das imagens: Roberto Miller. Graças a colaboração generosa de seu filho Roberto Maia, trazemos um programa de seus filmes abstratos, feitos diretamente na película e exibidos em sua bitola original 16mm. A obra de Miller é um dos momentos mais inovadores e fascinantes do cinema experimental abstrato de vanguarda feito no Brasil. Não poderia haver um artista mais representativo desse esforço continuado em abrir caminhos e desdobrar possibilidades para a criação artística que, em última instância, sintetiza o espírito do Festival DOBRA.

Assim como cada época sonha a seguinte e sonhando, se encaminha para o seu despertar, o cinema experimental está sempre impregnado dos elementos oníricos desse mundo sonhado, que ele nunca deixa de buscar. Com a força do impacto das reminiscências de um sonho que permanece em nossa consciência, o Festival DOBRA ocupa a Cinemateca do MAM, a galeria SARACURA e o Cinemaison, para evocar a potência revolucionária do cinema experimental, desejando mundos livres e vidas impregnadas dos mais genuínos gestos de criação.

 

Abraços redobrados,

Cristiana Miranda

 

Rio de Janeiro, setembro de 2017.

 

 

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